Na manhã em que o café ainda esfuma a xícara, a notícia não pede silêncio: SpaceX prioriza uma cidade na Lua em vez de Marte.
Não é apenas um destino diferente, é uma maneira de falar sobre o futuro — uma linguagem que decide onde investir tempo, equipe e atenção hoje para que o amanhã tenha morada. Em outras palavras, escolher o alvo não é apenas escolher o mapa, é escolher o tom com que você conta a história da sua empresa.
Observação: grandes saltos vendem sonhos, mas o verdadeiro salto é aquele que deixa pegadas confiáveis. Princípio: inovação sem propósito vira espetáculo; propósito sem experimentação vira estagnação.
Aplicação: olhe o portfólio como um conjunto de escolhas que contam uma mesma história. Cada iniciativa deve sustentar uma dor real, gerar aprendizado mensurável e manter a empresa estável o suficiente para respirar o amanhã. Para pequenas e médias empresas, a lição é simples: alinhe cada projeto ao propósito, e trate o portfólio como uma bússola que guia o dia a dia sem apagar a curiosidade.
Pergunte a si mesmo: que dor real resolve? que benefício concreto chega hoje? que aprendizado vale o custo? Se as respostas forem vagas, ajuste até haver evidência concreta de retorno para clientes, colaboradores e parceiros.
Se esse ritmo for mantido, a decisão não será entre Lua e Marte apenas como destino; será sobre o tipo de relação que você constrói com o futuro: uma relação que permite sonhar, ao mesmo tempo em que entrega com cuidado o que é possível hoje.